Michael Jackson

Tá. Eu fiquei triste com a morte de Michael Jackson. Triste mesmo, alias, não consegui ainda me furtar de uma certa incredulidade. 80% de mim quer acreditar que ele vai aparecer numa divulgação do álbum póstumo que certamente vai sair com um novo passo de dança, uma nova plástica mal sucedida e mais sucesso estrondoso.
Eu não posso dizer que sou uma fã, dessas de camiseta, de saber tudo da vida dele e coisas assim. E sabia uns passos de Thriller, houve um tempo que tudo o que eu queria era fazer um moonwalk(er?) e por um tempo bastante breve eu até consegui. Claro que há muito de Michael Jackson que eu não sei e determinadas partes assaz obscuras e mal explicadas. Não. Eu não acho que ele tenha sido apenas vítima o tempo todo. Mas eu acredito que ele tenha sido vítima em pontos cruciais.
Uma vez me chamaram de alienada por me recusar a assinar uma manifestação imbecil contra a venda da Vale depois de alguns anos que ela se realizou, outra vez de elitista por ter me recusado a apoiar o assassinato de crianças não nascidas, uma terceira vez deixaram bem claro que eu não era bem vinda por eu insistir em agir de acordo com o que eu acredito. Em nenhuma delas eu me importei, não vai acontecer agora.


Eu sinceramente acho que ele não molestou aquelas crianças. Alguma coisa pra mim nunca bateu ali. Eu não estou dizendo que é normal um homem adulto ter um rancho chamado Neverland com vários brinquedos, um zoológico e um parque de diversões, e crianças que não são suas onde ele brinca para compensar uma infância traumática. Não deixaria filho meu ir brincar lá sem que eu fosse suficientemente íntima pra saber o que acontece lá dentro do mesmo modo como filho meu não vai brincar com adulto nenhum longe da minha vista. Não é pessoal, é precaução.
Eu tenho experiência de prática jurídica suficiente pra saber que onde for possível obter renda, por mínima que seja, vai dar confusão, e eu nem consigo imaginar quanto dinheiro ele tinha. Já vi gente ir às vias de fato por conta de uma pensão de vinte reais, já vi criança visivelmente desnutrida enquanto a mãe calça Arezzo e o pai é político. O que eu vi me fez sempre ter um certo pé atrás quando me contam um história e a imprensa tem um histórico carcará de gostar de sangue.
Pode ser minha ingenuidade, pode ser falta de informação, pode ser o meu cérebro moldado pela tendência que eu tenho de não acusar e julgar antes de ver as provas. E não houveram até onde eu sei. E não nego que por mais estranho que fosse o Rei do Pop, ele parecia mais uma figura atormentada, alguém que tava tentando desesperadamente receber aprovação por alguma coisa, ser reconhecido como mais do que aquilo que pintavam.
Sou de opinião que às crianças devem ser crianças, e devem ser adolescentes os adolescentes bem como adultos os adultos. E eu não existia quando Michael Jackson tinha blackpower e cantava no Jackson 5, vi thriller no Cinema em Casa no SBT e só aprendi o valor quando eu cresci mais um pouco. O Michael Jackson que eu conheci e cresci ouvindo fazia doações milionárias a causas que nem todo mundo lembrava, cantava a igualdade e dizia que não importava a cor desde que fosse amigo. Não combina com um monstro pedófilo – pedofilia com um piá de 14 anos é muito abusar de boa vontade minha.

Pra mim é mais crível a mãe do garoto ter o caráter questionável, todo mundo sabe que dinheiro cega. Eu acredito que o Rei do Pop tenha sido um homem com problemas psicológicos em vários aspectos e precisava de uma ajuda psiquiátrica mais séria. Acredito que sem uma família excelente nenhuma criança agüenta o tranco de ser sustentar todo mundo de casa por força de seu trabalho e sem ter direito a ser uma pessoa em desenvolvimento. Acredito que pai e mãe devem zelar por isso. Acredito que esse não cuidado e a dobradinha da mãe religiosa fervorosa mais pai asqueroso não podia gerar adultos saudáveis.

O que não entendo, por mais que me expliquem e ninguém me explicou, é como alguém com tanto dinheiro, com acesso a tanta coisa, procurou cirurgiões plásticos tão açougueiros. Só se explica se tivesse havido uma recusa dos médicos dotados de licença em novas plásticas e ele ter ido atrás de mão de obra menos qualificada e as plásticas por si só já são sinais suficientes de uma imagem pessoal ao menos deturpada. Eu sempre achei que ele não era feliz. E eu também estou cada dia menos feliz com a constatação de que os meus preferidos morrem de overdose que nem a música do Cazuza, de quem eu gosto bem pouco. Nunca tive muita paciência para imaturidade e frescura, mas algumas letras são ótimas.

Eu cresci ouvindo Michael Jackson. Cresci vendo ele dançar. Não tive pôster na parede dele como tive dos Backstreet Boys e do Axl Rose quando era gente. De algum modo, eu achei que sempre haveria Michael Jackson. De uns tempos pra cá andava ouvindo menos, ver o jeito como era exposto a imprensa me deixava sempre triste. A idéia que eu tenho do Rei do Pop é a de um homem atormentado pelo mundo e pelas pessoas que ele cantou poder mudar o mundo e tocar o céu enquanto pedia ajuda por não poder fazer sozinho. Eu lembro de sempre pensar que devia ajudar, e mesmo achando inócuo eu querer ajudar a salvar o mundo, se Michael Jackson, sendo Michael Jackson não pudesse fazer nada, mais ninguém podia. A primeira vez que eu ouvi Cry eu quis ser médica da Cruz Vermelha. Há uma série de canções dele que me dão vontade de fazer mais. De ser mais. E finalmente, existe algum procedimento ou medicamento que faça alguém ficar branco?
Michael Jackson sempre foi pra mim meio etéreo, e eu realmente achei que ele não ia morrer nunca. E não vai, deve ta contando história com o Rei do Rock e o Rei Lagarto. Me entristece que meus heróis fiquem velhos, parece que pequenas partes de mim morrem com eles. Do Rei do Pop a minha dúvida sempre foi quanto a própria mortalidade, acho que todo mundo sabia que se fosse possível que ele morresse, seria mais ou menos assim. Parece que os reis sempre vão do mesmo jeito. Paciência, é torcer para que existam coisas boas em maior número que as más que certamente existem, mas que figura que quis fazer a diferença não foi polêmica? E ninguém se esqueça que Michael Jackson tinha consciência social antes de Bonno e de Jolie. Acho que é isso, ele deve ter voltado pra casa e eu tenho que entender que preciso começar a realizar meus sonhos. Tava lá na lista das coisas a fazer antes de morrer: ver show do Rei do Pop. Agora não dá mais. E isso me dá a sensação bastante cruel e talvez a verdadeira responsável pelo meu choque e desanimo desde a notícia da morte, de que eu estou demorando demais pra realizar meus sonhos.


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Alguém sabe como faz p tirar férias da vida?
Alguém sabe como faz p voltar p o ponto em q desandou?
Bláh. Paciencia tão esgotada com tudo. Tão blergh.
To pensando seriamente que é melhor eu fumar os livros, quem sabe assim eu aprendo mais? Só ler não tá dando muito resultado.

Bah. A crise e mais ou menos isso. Se persistir eu posto foto do cigarro de livro, da fogueira de cadernos e da minha rede em dois coqueiros perto da barraca de coco verde na praia mais próxima.

Culpa minha. Eu sempre quis abrir cabeça. Não sei pra que eu fiz aquela faculdade sem futuro e cheia de gente insuportável.


Aos navegantes: se você não tiver certeza mais absoluta que o 0 Kelvin, NÃO FAÇA DIREITO.

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Da série: daquilo que me irrita - cinema

Eu comecei a fazer posts sobre filmes por força de pedidos de indicações que sempre recebo. Claro que eu acho que se alguém me pagasse pra ver e comentar a parte do comentário perderia boa parte da graça, mas ia ser um emprego bem melhor que qualquer um que eu consiga estudando Direito. Eu não costumo ler outras resenhas dos filmes que decido comentar. Na verdade poucas coisas me irritam mais do que ler a opinião de críticos “profissionais” sobre filmes. E até parei mais ou menos de postar resenha aqui pra tentar entender a razão de eu me irritar tanto com isso. Mas como eu sou dura na queda, cheguei a uma conclusão que para mim faz todo o sentido do mundo - e isso quer dizer que mais ninguém vai entender xongas.
Eu tenho vontades. Tanto de tomar sorvete de limão num dia quente – ou frio – ou de escutar a Rock DJ quando eu ligo o – inserir a palavra de baixo calão que lhe for conveniente. E eu sou uma pessoa intensa, quase passional. Eu sempre fui mais Scorsese do que Polanski. Mais Garcia Marquez que Saramago. Convenhamos, eu nasci no nordeste do Brasil e gosto de colorido, de América Latina e daquilo que me faz humana. Eu acho que cariocas não entendem nada de carnaval porque ficar sentado vendo gente em roupas coloridas desconfortáveis é patético. Carnaval é meio de rua, é criatividade e folia de verdade. Minhas vontades são superlativas todas. Eu tenho isso como certo. Eu quero sempre muito, quero sempre agora e quero sempre me lembrar de que eu estou viva agora, não daqui um tempo.

Então, quando eu quero ver um filme, dificilmente qualquer filme dá certo. Eu tenho vontade de ver comédias romanticas, ou suspense bem amarrado, um drama bem construído. O filme que eu quero ver pode ser pra me distrair ou porque eu ando querendo conhecer algo, rever um ator que eu tenha gostado em algum filme ou série. Se eu não estiver no clima de seriedade, dificilmente vou gostar de Louca Obsessão. E eu adoro Louca Obsessão.
Certos filmes são apenas entretenimento. Não se pautam a criar valores, ou o público não deveria deixar que o fizessem. Cinema pra mim pode ou não ser coisa séria, mas é sempre uma vontade a qual eu me entrego feliz. O problema é que se cria muita teoria sobre filmes onde eu nem sempre consigo ver a necessidade. O Código da Vinci me parece uma tentativa desesperada de ganhar dinheiro as custas de um best-seller sim, mas uma direção de pulso mais firme e a ausência de infográficos teriam ajudado. Casablanca não é cult, e ver filmes em preto em branco não faz de ninguém um intelectual. Há dias em que eu tenho necessidade de Casablanca, que é um dos meus filmes preferidos e um Zé aí que o tinha como uma catarse e passou a odiar o filme por ter se apaixonado pela Ilsa aqui e eu não acho que neuróticos façam o meu tipo. Ele disse que o filme foi destruído por mim e tinha parado de analisar a película pra não pensar em mim. Oh Céus! Meus sais!
O que eu estou tentando dizer é que cinema por vezes é só cinema. Uma história encenada que pode ou não ser crível e eu preciso estar disposta a passar uma hora e meia da minha vida vendo. Não que vá ser sempre bom, ou deva ser sempre ruim, mas tenho visto uma acidez desnecessária e pouco prática por aí. Vi uns amigos descerem a lenha em PS. Eu te amo. Como eu já vi faz um tempo, fui rever. Caramba, eu adorei o filme. Não achei uma história que devesse dar o Pulitzer pra ninguém mas é um filme gostoso de ver. Não sei se porque eu sou muito parecida com o Gerry da história - e paquero a ideia de performances musicais estapafúrdias e venais - e namoro uma pessoa tão organizada e responsável quanto a Holly. Eu me identifiquei com a idéia de que exista um amor tão grande que a morte iminente não acaba com a necessidade que se tem de cuidar de alguém.
O Butler tá deliciosamente interessante, o Daniel – não sei o nome do ator – é inteligente, a Swank tá bem como a Holly e eu não sei resistir a Jeffrey Dean Morgan, ainda mais quando ele é da Irlanda, marrento e sensível, toca violão, lança aqueles olhares bem dele e... enfim. é um romance com uma trilha sonora gostosa, uma fotografia bastante boa e cheio de personagens masculinos mortos – sem trocadilho – de charmosos. Praticamente irresistíveis. Mas não resolve a crise econômica e nem se propõe a isso. É pipoca pra comer de dois, agarrado no sofá ou com as amigas, pra comentar maliciosamente todas as seqüências. Cinema pra mim é vontade. E eu estava com vontade de ver uma história em que um cara conhece uma garota, acontecem vários problemas e no final dá tudo certo. E se você pensar bem, até sexta-feira 13 é assim.

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Que livro você é

Vi na Jana e não resisti. Tinha que saber que livro eu sou:

"Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade

"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.


Adorei. A minha cara mesmo.

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Um ano de filme Kabluey(2007)

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Salman (Scott Prendergast) ajuda sua cunhada (Lisa Kudrow) a cuidar de seus terríveis filhos enquanto seu irmão está no Iraque e tenta manter a família unida. Para isso aceita um trabalho humilhante em que tem que se vestir de um boneco azul gigante.

E o que você pensaria se visse um boneco azul gigante em acostamento de alguma BR por aí?

O que faz Kabluey - que por alguma razão eu só quero chamar de Flukey - um filme ótimo é ser hilário em suas coisas mais simples. A graça da coisa é exatamente o cotidiano dos personagens: o cunhado babaca, a fofoca das esposas ricas, a cara de demente de Salman (Scott Prendergast). Acredito que seja o primeiro longa do diretor e também roteirista Prendergast, definitivamente alguém para se ficar de olho e criando expectativas de novos trabalhos de igual excelência. Além de ser realmente surpreendente que alguém com aquela cara consiga escrever, dirigir e protagonizar um filme tão inteligente, só prova que os nerds realmente são demais.

Eu gostei de tudo no filme, inclusive do fato de não muita gente saber dele, dado que eu sou egocêntrica e adoro saber do que mais ninguém sabe porque eu gosto de dar boas dicas para as pessoas. É mais um filme da leva de politicamente corretos que abordam o Iraque e o drama das famílias com parentes em conflito armado. Lisa Kudrow está ótima como a esposa de um marido em guerra e os meninos são realmente uns pequenos demônios e dazem o tio parecer ainda mais babaca.

A direção cuidadosa de Prendergast nos dá um filme de uma fotografia linda, um elenco afinado e uma trilha sonora personagem do filme, que complementa o tom de várias situações. É divertido e inteligente, sem forçar ou pesar a mão em qualquer ponto. O meu tipo preferido de filme, com ROTEIRO inteligente, um elenco realmente bom e só lamento que o personagem de Jeffrey Dean Morgan tenha sido tão secundário sendo ele tão ótimo.

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Não dá pra não botar foto dele

A ideia de Kabluey é o crescimento e o encontro de uma família em crise consigo mesma para que, juntos, consigam encontrar a força para superar os problemas. E se para reunir a família for preciso usar uma fantasia de um boneco azul gigante, então será feito.

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Machos de Respeito

Eu estava assistindo desinteressadamente, já que não acompanho, Grey’s Anatomy e vi um ator lá que é A Cara do Javier Barden (suspiros). E aí lembrei que um coleguinha lá do curso, quando eu tava mostrando uns atores que fizeram um filme que elas viram e gostaram e estavam procurando mais filmes com eles, brincou dizendo que nós gostávamos do Reynaldo Gianechini (?). Eu, particularmente, não tenho tesão nenhum pelo ex Marília Gabriela, do mesmo jeito que não via graça em Brad Pitt de Encontro Marcado. E a razão é simples: eu, antes de blogueira, princesa, concurseira e desempregada, sou uma fêmea em idade reprodutiva.

Fêmeas tendem a procurar, com fins reprodutivos conscientes ou não, aquele que lhe pareça mais viril, másculo e afins. Javier Bardem e o tal do Jeffrey Dean Morgan – o cara que parece com ele e que tá em Watchmen– assim como Russell Crowe e Bruce Willis têm uma coisa em comum. Todos eles são machos.

Eu gosto que me puxem pela cintura e me arranhem o pescoço com barbas por fazer. A graça da coisa é sempre o oposto, o contrário. A minha pele macia e sedosa com o peito peludo na medida dele, a minha mão pequena e delicada com a mão grande dele, eu chorando em filme de cachorro e ele ali forte e quentinho me abraçando. A clássica idéia dos papéis masculinos e femininos. Aí eu paro e escuto o povo falando que depila o peito, passa gel no cabelo e outras “metrossexualidades” desse tipo. Metrossexual é pior do que bonzinho. Não faz medo pra ninguém, já dizia Didi Mocó. Aí me quebra.

Eu sou do tempo que macho não diferenciava branco de bege e creme. E sou franca em dizer que dou o maior valor. Eu gosto de ser mulher. Não sou feminista alardeada porque eu sei do que eu posso e do que eu não posso e não ligo de preparar o almoço, o jantar e nem de lavar a roupa. Não é que eu não possa ser a CEO de uma grande empresa, é que eu não quero.

Homem pra mim tem que ter cabelo no peito, mão grande, ombro largo e feições grosseiras, queixo quadrado, pomo de Adão saliente e barba. Delicado é o meu rosto, o meu colo, o meu jeito. Homem precisa ser macho pra eu poder ser fêmea. Todas as relações amorosas precisam de uma parte mais incisiva, mais masculina, mais viril, sendo homo ou hetero. Eu sei que eu sou bem mulher e preciso que meus hidratantes sejam só meus. Sou o pacote completo, a TPM, a frescura, a fofoca, a mania de comprar, o jeito de pedir pra abrir o vidro e de compensar os pequenos atos de heroísmo, como matar a barata, de um jeito só meu que certamente faz o herói se sentir o mais sortudo do mundo, pensando bem, sortudo não, mas ele sente que é um reconhecimento do ato de bravura dele.

Não é que eu goste de trogloditas estúpidos, longe de mim! Eu até gosto quando vejo de terno, mas não nego que quando a camisa sai de dentro da calça e abre uns botões do colarinho e posso ver o começo do peito é muito mais interessante. Eu gosto de homens inteligentes, perspicazes, que saiba o que fazer com o que tem na frente. Porque alguém precisa ser macho e é bom que não seja eu. Quem quiser seu metrossexual que seja feliz, eu prefiro os machos.

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Um ano de filme - Stardust: o mistério da estrela

Neil Gaiman, autor da série Sandman que é a minha nova paixão, tem definitivamente o meu respeito. Stardust, longa baseado em livro homônimo de Gaiman, parece lembrar as fantasias que tem início, meio e fim em um único filme. Não revoluciona o gênero, não deixa mistérios no ar, não me enche a paciência e para o meu deleite não segue a linha O Senhor dos Anéis no quesito marasmo – podem jogar pedra quem quiser, mas não, eu não gostei e não tenho problemas com isso.

Eu não li o livro ainda, mas é uma idéia que espero consolidar no meu aniversário, e não duvido que seja melhor que o filme dado que é uma constante em longas que saem de páginas de romance. O problema é que o filme é ótimo. Uma fantasia bem amarrada, sem pontas soltas, com um humor sombrio e adulto que é a marca de Gaiman em um roteiro inteligente e um orçamento de 65 milhões de dólares bem distribuídos em efeitos especiais que não aparecem mais que o filme, um elenco que realmente trabalha e uma fotografia de grande qualidade.
O jovem Tristan (Charlie Cox) sonha em conquistar o coração da bela Victória (Sienna Miller), que nada sente por ele. Em uma noite, uma estrela cadente surge nos céus e ele promete ir buscá-la para dar de presente à amada, como prova do que sente. Porém, para isso, ele terá que atravessar uma grande muralha protegida por um incansável sentinela. Do outro lado do muro, Tristan irá conhecer um mundo novo e encantado, que ele nunca imaginou, Stormhold.
Além de toda a história bonitinha, Michelle Pfiffer realmente convence como Lâmia, a bruxa malvada que quer comer o coração da bela Yvaine (Claire Danes). A cinquentona parece ficar mais bela a cada dia e realmente não imagino outra pessoa no papel. Merece destaque a sempre brilhante atuação de Robert de Niro como o capitão Shakespeare, simplesmente impagável.


ps.: As imagens eu fico devendo porque eu sou cliente mikrocenter e é lógico que a internet tá uma droga agora.


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Um ano de filme - Across the Universe

Eu não posso dizer por aí que conheço muito dos Beatles. Gostar de Beatles é uma coisa que se aprende com os pais, e meus pais não são muito de ouvir música. Aprendi a gostar sozinha, de minha própria vontade. E gosto muito. Gosto demais, mas conheço menos do que gostaria. A graça é que eu gosto de tudo o que conheço. Baseado nisso, foi um deleite ver os anos 60, que eu não vivi mas ouvi muito falar, se desenvolverem ao som do Fab Four sem interrupções de qualquer outra banda.

Depois da primeira música meu único pensamento "como não fizeram isso antes?" e o desenrolar do filme é tão bom em seus 131 minutos que eu fiquei pensando que o projeto perfeito só podia ter sido dirigida pela sempre capaz Julie Taymor, de Frida. Convém lembrar que 90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção. É tão bom, que até relevei Prudence não ter nenhum papel mais relevante na trama senão cantar Dear Prudence, de mais a mais, a solo dela é uma das minhas preferidas no filme.

As participações especialíssimas de Bono Vox (como hippie Dr. Robert em uma ótima versão de "I am The Walrus"), Joe Cocker (como um cafetão em "Come Together"), e Salma Hayek (em "Happiness is a Warm Gun", que pediu para participar do projeto ainda que em um papel pequeno) Taymor consegue ganhar também a atenção de outros públicos além da beatlemania esperada. E, ao chegar aos Estados Unidos, a amizade entre Jude e Max é imediata, tal e qual a empatia de John e Paul. Ademais, todos os nomes dos personagens são saídos de canções do quarteto.

Não se pode deixar de notar a fidelidade do roteiro a alguns momentos conhecidos da vida dos próprios Beatles: Durante a canção "With a Little Help From My Friends" pode ser visto um grande pôster da atriz Brigitte Bardot. Trata-se de uma referência à conhecida obsessão que John Lennon tinha pela atriz.

O conceitual Across the Universe mostra um casal que se apaixona em meio aos movimentos de contracultura dos anos 60. Ele ,Jim Sturgess, inglês de Liverpool que vai a América atrás do pai; ela, Evan Rachel Wood - a esposa do estranho Marilyn Manson - que faz a clássica filhinha do papai que cai de cara em movimentos pacifistas contra a Guerra do Vietnã. O casal, em meio a psicodelia, guerra, movimento hippie e a melhor trilha sonora jamais vista passa por situações em que seu amor é posto a prova para, no fim, descobrir que all we need is love...

A trilha (by wikipedia)

“Girl”

“Helter Skelter”

“Hold Me Tight”

“All My Loving”

“I Want To Hold Your Hand”

“With A Little Help From My Friends”

“It Won't Be Long”

“I've Just Seen A Face”

“Let It Be”

“Come Together”

“Why Don't We Do It In The Road”

“If I Fell”

“I Want You”

“Dear Prudence”

“Flying”

“Blue Jay Way”

“I Am The Walrus”

“The Benefit Of Mr. Kite”

“Because”

“Something”

“Oh Darling”

“Strawberry Fields Forever”

“Revolution”

“While My Guitar Gently Weeps”

“Happiness Is A Warm Gun”

“Blackbird”

“Hey Jude”

“Don't Let Me Down”

“All You Need Is Love”

“Lucy In The Sky With Diamonds”

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Meme Atrasado

A Mia e a Séfora me passaram esse faz tempo, e só agora deu pra fazer, então lá vai:

1- Escolher banda/artista.
2- Responder somente com os títulos das canções.
3 - Repassar para 5 blogs. Acho que todo mundo  já fez, então faz quem quiser.

 

Só podia ser Lenine né?

1. Descreva-se:

Anna e eu, Acredite ou não, Conflitos, Caribantu

2. O que as pessoas acham de você?

- A melhor resposta seria "vai saber.. " ou "me diz você", mas a ideá não é essa. - Escrúpulo, É o que me interessa, Eu sou meu guia.

3. Descreva sua última relação.

Hoje eu quero sair só, umbigo.

4. Descreva sua atual relação.

No pano da jangada, Nem o sol nem a lua nem eu, Sentimental, tudo por acaso, Sonhei que estava me Pernambuco, não faz mal a ninguém.

5. Onde queria estar agora.

Pernambuco falando pro mundo, caribenha nação, leão do norte.

6. O que você pensa sobre o amor

A medida da paixão, continuação, Do it.

7. Como é sua vida?

é fogo, é o que me interessa, todos os caminhos, eu sou meu guia.

8. Se tivesse direito a somente um desejo:

eu acho pouco, a raposa e as uvas, acredite ou não.

9. Uma frase sábia:

As voltas que o mundo dá.

10. Uma frase para os próximos

Acredite ou não.

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Espelho mágico e quase volta.

Tenho me sentido mais livre, mais segura, independente e ao mesmo tempo mais impotente, embora mais capaz. Nem assimilei direito tudo o que o ano passado deixou, mas me fez maior e mais forte e eu sei que não há vitória do lado de lá que me tenha diminuído ou me feito sentir como se tivesse perdido algo. A faculdade terminou e a despeito de aborrecimentos vários que o último ano explicitou, percebi que o verbo é bem esse “explicitou” mesmo.
Meu passo ficou trôpego e cansado na altura do sétimo período e eu me isolei por me sentir isolada lá dentro. E durante um tempo me senti mal por achar que estava perdendo coisas importantes. Como ninguém é estúpido pra sempre, a ausência mostrou que o que parecia perda era um ganho e nada no mundo paga a sensação de se gostar. E eu me gosto tão mais por isso que é quase pecado. Nenhum dos que eu achei doloroso me afastar valia mais que nada. Aprendi a dar toco e nada paga a minha liberdade ou a sensação de poder que me dá quando eu descubro isso de novo todos os dias.
E eu gosto de quem eu sou e sou feliz com o meu travesseiro, que não admite que descanse sobre ele quem não tiver de si a mesma paz de espírito. Tenho andado tão feliz que nem medo dá por certeza de ser de verdade cada uma das razões do meu sorriso. E vou permanecer assim, pois das minhas verdades sei bem e nem na avenida e nem em qualquer rua estreita existe alguém mais feliz que eu.
E digo mais, meu espelho mágico só me diz que não há o que se temer. A inveja existe e muito maior é a minha alegria com a ironia da justiça superior. E ri comigo, quando as coisas acontecem do jeitinho que eu previ.
E vamos nós que eu tenho pressa e a Sapucaí é grande.

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